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09/02/2011

Alta Roda: o que está errado com o trânsito no Brasil?

Observar o ato de dirigir, o comportamento dos motoristas, hábitos e costumes no trânsito do dia a dia em outros países, pode se tornar uma experiência enriquecedora. Particularmente nos Estados Unidos, cuja frota de 250 milhões de veículos -- a maior do mundo -- ultrapassa em 60 milhões a população brasileira. Depois de rodar 1.200 quilômetros em sete dias, no estado da Flórida, há nuances a comentar.

A velocidade máxima permitida é de 70 milhas por hora (113 km/h), mas apenas cerca de 20% do tráfego viaja nesse ritmo. Mais de 50% mantém 80 mph (129 km/h). Outros 20%, 90 mph (145 km/h).

O hábito arraigado de falar ao celular não mudou. Quando tanto, se usam recursos de viva-voz que vários fabricantes oferecem de série. O weblog americano "Jalopnik" divulgou, recentemente, pesquisas da Universidade de Chicago e da Escola de Economia de Londres que confrontaram estatísticas de acidentes, antes e depois do horário de pico (21h) das chamadas por celular. Muitos motoristas americanos aproveitam tarifas com descontos das companhias telefônicas no período. Em conclusão, não se registrou aumento de colisões.

Ou seja: nos EUA, motoristas correm mais e falam ao celular, mas morrem menos. O que está errado com o trânsito no Brasil?